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B Boas Práticas na Convivência com o Semiárido

Organização Comunitária
Paraibanas aumentam produção e poder aquisitivo com a venda de peças em artesanato após aquisição de máquinas para impulsionar atividade

Elas receberam equipamentos diversos, máquinas para otimizar a produção, um prédio novinho que abriga a sede da associação e até uma lojinha para expor e vender seus produtos. Quem vê as 22 mulheres integrantes da Associação dos Artesãos em Tapeçaria de Gurjão não imagina como foi início do trabalho delas para que tudo chegasse ao dia em que todas realizassem esse sonho.

As artesãs contam que no início tudo era muito difícil. As reuniões ocorriam nas casas delas, ou em salas emprestadas pela prefeitura. Para vender os produtos, só quando conseguiam se inserir em feiras do ramo perto da cidade, ou com conhecidos. Mesmo assim, por ser uma produção bem artesanal, a demanda de novas peças era bem pequena, pois algumas delas duravam até quinze dias para ficar prontas. O que dificulta, e muito, uma comercialização dos produtos em larga escala.

Elas receberam equipamentos diversos, máquinas para otimizar a produção, um prédio novinho que abriga a sede da associação e até uma lojinha para expor e vender seus produtos. Quem vê as 22 mulheres integrantes da Associação dos Artesãos em Tapeçaria de Gurjão não imagina como foi início do trabalho delas para que tudo chegasse ao dia em que todas realizassem esse sonho.

As artesãs contam que no início tudo era muito difícil. As reuniões ocorriam nas casas delas, ou em salas emprestadas pela prefeitura. Para vender os produtos, só quando conseguiam se inserir em feiras do ramo perto da cidade, ou com conhecidos. Mesmo assim, por ser uma produção bem artesanal, a demanda de novas peças era bem pequena, pois algumas delas duravam até quinze dias para ficar prontas. O que dificulta, e muito, uma comercialização dos produtos em larga escala.

Mas com todas essas dificuldades elas não desistiram. Paralelo ao trabalho de cada uma na confecção das peças, elas viram que, unidas teriam ainda mais força. E foi o que fizeram! Com a associação já existente e a força de vontade das associadas elas começaram a buscar apoio de projetos e iniciativas que pudessem melhorar a qualidade dos produtos comercializados e do trabalho delas na manufatura das peças.

Foi quando elas viram no projeto Procase, apoiados pelo FIDA no estado, uma maneira de realizarem o sonho de todas e ainda profissionalizarem a produção. Com o apoio do projeto, elas desenvolveram um plano que contemplava uma sede para a associação, e os equipamentos necessários para a produção. O caminho não foi tão simples, mas mesmo aguardando os processos normais para aquisição e construção da sede, o trabalho continuava, e o número de novas associadas aumentando.

“Com tanta dificuldade no início, as sócias já estavam muito desestimuladas, principalmente após um episódio muito ruim que nos deu um prejuízo grande. Mas tivemos apoio do Procase, prefeitura, câmara municipal, e tudo foi se restabelecendo, sempre de olho no nosso principal objetivo: nossa sede ” – afirmou a tesoureira da Associação, Aline Farias.

O episódio que Aline destacou foi o assalto sofrido por uma das integrantes da Associação quando ela estava a caminho do sul do país, com várias peças produzidas pelas artesãs e que seriam vendidas por lá. Após este prejuízo, a autoestima das mulheres caiu. E a vontade de investir também.

Mesmo assim a Associação continuou com os trabalhos focados na produção, e cinco anos após a chegada do apoio do Procase, a sede estava pronta, com os equipamentos e máquinas necessárias para o inicio dos trabalhos. O investimento total do FIDA na comunidade foi de 150mil reais.

Após a chegada dessas máquinas a produção vai ser impulsionada. Uma peça que antes levava até 15 dias pra ficar pronta de forma manual, com a utilização das máquinas que foram entregues, a mesma peça não passará de cinco dias para ser finalizada. O que antes eram só duas peças mensais, sendo comercializada por aproximadamente 130 reais, hoje poderão ser feitas até seis delas, ou seja, um acrescimento no poder aquisitivo de 260, para 780. Um crescimento de 200%. Isso se contarmos com a certeza de que  todas as peças produzidas serão vendidas dentro do mês. Daí vem o próximo desafio: a comercialização.

“O principal gargalo agora é comercializar. Já sabemos que avançamos muito e queremos avançar bem mais. Mas vender os produtos ainda é um grande desafio pra gente”, explicou a tesoureira. E elas já estão bem além de ficarem paradas em frente ao problema. Se querem comercializar, já tem novas ideias e muito trabalho pela frente. “Nós queremos colocar um site no ar, tentar redes sociais, mas o que não queremos é deixar de produzir e de vender”, disse.